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Charlotte signed a life-or-death contract to save her sister, agreeing to marry and work for Leo, the arrogant CEO of Carter Group. For three years, Leo has treated her like a doormat—belittling her, trampling her dignity, and taking credit for her success, convinced she’ll never leave. Now, as the contract nears its end, her old flame Harper returns. Will Charlotte leave Leo, reclaim her life, and reignite the spark with Harper? And will Leo realize what he’s lost?
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DO UTOPISMO DISTÓPICO AO FIDEÍSMO DAS URNAS ELETRÔNICAS BRASILEIRAS. (republicado pela atualidade do tema) 1. O vocabulário dos ministros do STF na ação do suposto golpe de Estado, repetindo 54 vezes numa só decisão a palavra "desacreditar" denuncia por si só a "psique conceitual" em desvio epistemológico grave que trai a neutralidade judicante substituindo a razão pela crença, a transparência institucional pela sacralidade laica e cria o crime de "lesa-santidade" contra a "infalibilidade papal judiciária". Sempre estranhei muito o emprego da palavra "desacreditar" pelos ministros do STF ao falar das urnas e instituições, em se tratando de um Estado constitucional e sobretudo laico onde o governo não é instituído por uma teofania, não havendo, portanto, um mito fundador. Logo, num Estado constitucionalista as regras interiores à análise partem da ordem relacional lógica do sistema, sendo a transparência o oposto do objeto da crença, uma vez que transparência é a apresentação do objeto em sua nudez constitutiva completa, ao passo que a crença guarda o mistério que se alcança por uma fé intuitiva ou que, na filosofia é justificado como possível pela razão, sem ser, no entanto, necessária a conclusão. A transparência implica não deixar nada por confirmar, enquanto a crença é um aceno de possibilidade. Objetos da crença são, portanto, justamente o oposto do que é objeto da transparência. Entre as crenças existem aquelas que são justificadas e as injustificáveis, sendo as primeiras aquelas em que há razoabilidade em crer por uma justificação lógica e as segundas que não têm nenhum suporte na razão. Famosa é a passagem no Teeto, 202c (index de Stephanus), de Platão de onde nasce o conceito de "crença justificada": “Por isso, quando alguém forma opinião verdadeira de qualquer objeto, sem a racional explicação, fica sua alma de posse da verdade a respeito desse objeto, porém sem conhecê-lo. Pois quem não sabe nem dar nem receber explicação de alguma coisa, carece do conhecimento dessa coisa; porém se a essa opinião acrescentar a explicação racional, então ficará perfeito em matéria de conhecimento.” (tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 1973, página 103). Posso, por exemplo, acreditar que minha esposa está no banheiro, justificando-se isto pelo fato de a porta estar fechada, mas em momento algum tenho razões para crer que a montanha vai andar na minha frente. Logo, ainda que ela houvesse deixado a porta do lavatório fechada quando saiu de casa, para que o cachorro não entre no banheiro, pensando eu que estava lá quando não estava, a minha crença estaria justificada. No direito, principalmente, no atinente à administração pública ou ao devido processo legal, os fatos e motivos das conclusões devem estar expostos em sua completude; se for um objeto empírico deve estar mostrado por completo; se for um objeto de julgamento do juiz, tal atividade de julgar deve ser apurada mediante um processo dialético onde a conclusão se dará por uma inferência e não por uma suposição razoável, é dizer, deverá estar transparentemente apresentado, valendo repetir que deverá ser sem remanescer nada possivelmente oculto a supor sobre ele, de forma que, repita-se, igualmente, o dito acima, de que o objeto da transparência é exatamente o oposto da crença, na medida em que na transparência nada sobra por conhecer nem tenho de acreditar numa possibilidade diferente da conclusão. A aberração protagonizada por ministros de uma "assim intelectualmente inferior suprema Corte", reside no seu desajuste à ambiência de um direito que por efeito de transparência erigida como princípio normatizado no art. 37 da Constituição (que me perdoem Dworkin ou Hart por tratar tão sumariamente da positividade de princípios) deve se operar por meio da apuração lógica, como instrumental da certeza que esgota a indagação, e nunca por um chamado à Fé. Pesquisando o Acórdão da ação penal 2.694, uma das ações do julgamento da suposta "tentativa abolição do Estado Democrático de Direito" e "Golpe de Estado" tendo como réus Ailton Goncalves Moraes Barros, Ângelo Martins Denicoli, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, Guilherme Marques Almeida, Marcelo Araujo Bormevet, Reginaldo Vieira de Abreu, Giancarlo Gomes Rodrigues (e digo "suposto" porque não acato de modo algum o julgado como uma operação lídima dessa exigível lógica), encontro, espantosa e simplesmente, 54 vezes a palavra "desacreditar", com tal verbo seguido dos seguintes objetos diretos: Desacreditar: a) "as eleições;" b) "o Tribunal Superior Eleitoral"; c) "o processo eleitoral"; d) "a idoneidade das urnas eletrônicas"; e) "as instituições da República"; f) "o Supremo Tribunal Federal e seus integrantes e, em particular, o sistema eleitoral"; g) "alguns dos integrantes das Forças que não aderissem à tentativa de golpe"; i) "o sistema eleitoral"; j) "o governo"; p) "o Poder Judiciário". Eu estaria tentado a atribuir a reiteração do verbo "desacreditar" por tantas vezes ao déficit lexicológico do Ministro que não diferenciava a conjunção adversativa "mas" do advérbio "mais", patenteando também uma pobreza de vocabulário, quiçá, pela falta de leitura, etc., mas não é o caso; a linguagem funciona como uma porta da psique conceitual que precede o equacionamento de um universo jurídico mal concebido, onde a autoridade é "desacreditada" pela via da heresia e não pela sua submissão ao direito como se espera de um Estado de Direito. Ou seja, a linguagem sinaliza que eles, os ministros, consideram possuir uma majestade advinda do cargo que tem presunção de verdade e hierarquia insubmissível à crise epistêmica pela dialética processual, o que denota que a manifestação de dúvida sobre os atos deles no que concerne ao sufrágio eleitoral passa a ser uma suspeita moral conversível em desrespeito a uma credulidade que lhes seria supostamente devida, de forma que, logo, não conseguir provar uma suspeita induz responsabilidade civil e criminal, bloqueando qualquer reinvindicação de análise. Diferentemente do que ocorre com a denunciação caluniosa ou a calúnia, que exigem o dolo específico (a certeza inequívoca, de quem acusa, de que a pessoa acusada do crime não o cometeu), o STF criou para aqueles que colocam em causa as urnas o crime de mera suspeita, inviabilizando a exigência de transparência. Essa circunstância foi eloquentemente estampada numa frase de Fachin quando presidente do TSE, de que “quem põe em dúvida o processo eleitoral não confia na democracia”. Uma hilaridade infantil. Viramos um Estado totêmico a partir dessa frase medíocre da Fachin. É o contrário, ou seja, o direito à suspeita filtra e purifica o sistema, obrigando-o sempre a reexaminar-se à luz de seus fundamentos de direito, numa ordem contestatória salutar. Esse quadro de degeneração da democracia é o que está embutido nesse ridículo emprego da palavra "desacreditar", aplicada às instituições, urnas e todo o elastério itens criado por um novo clero institucional, de forma que não me surpreenderia se a pena cominada para o questionamento das urnas fosse fazer arder na fogueira quem levantou dúvidas sobre a "infalibilidade papal judiciária" ("Infallibilitas potestatis pontificiae iudiciariae") constituindo o "crime de lesa-santidade"...e olhem que "santos" (!!!). A linguagem manejada por eles traz em si claramente o ideário deformador que cultivaram na sociedade, onde já vemos despontarem jornalistas de pensamento embotado a repetir esse despautério como se problematizar as urnas fosse um ataque à instituição com a qual eles, ministros, passaram a se mimetizar, redundando as dúvidas sobre as urnas na vulneração da mencionada santidade judicial. É realmente de uma obtusidade total uma sociedade na qual a crise da certeza, essencial a qualquer investigação, é tratada como "negacionismo". A exigência de transparência por qualquer cidadão prescinde de ser justificada, uma vez que está consignada expressamente na Lei Maior e o agente público não goza de nenhuma presunção de idoneidade suficiente a abolir tal direito universal de exigir averiguação dos mecanismos eleitorais. Muito menos há autoridade para recusar experts designados pela sociedade, desmentindo-se cabalmente o exposto por Benedicto Gonçalves de que Bolsonaro "desacreditava" os especialistas, como se a sociedade não pudesse livremente designá-los e se tornasse escrava do arbítrio de agentes institucionais na escolha dos auditores. Ao final voltaremos a essa questão na crítica do institucionalismo como praga que se abateu sobre as democracias usurpando o poder decisório do povo, no lugar de preservar as bases democráticas como seria o seu escopo. Como dito noutro artigo meu, ao dogmatizar as urnas criminalizando o seu questionamento, houve clara a violação do princípio da legalidade “nulla poena sine lege" ("não há pena sem lei”), positivado no inciso XXXIX do art. 5º da Constituição, ao que poderíamos acrescentar que não há crime sem pena (art. 1º do Decreto-Lei 3.914/41 da Lei de introdução do Código Penal). O que não pode haver é acusação sem provas caluniando o agente público com conhecimento de sua inocência ou sabendo, ao menos, que as provas que tem não são suficientes a fundamentar a acusação, mas jamais poder-se-á interditar a dúvida como se fosse esta um sacrilégio, e muito menos bloquear a apuração racional; os procedimentos apuratórios da razão devem ser os meios de legitimação, de forma alguma sendo cabível alocar no lugar disso uma fé subserviente. Não poderiam, portanto, Moraes, Fachin e Barroso, junto com todo o STF, impedir o processo de aquisição de certeza como fim da indagação a substituindo pelo comando da fé, abolindo a transparência inerente ao átomo semente da democracia que é o voto, opondo-lhes uma artificial sacralidade nas urnas. Onde é que a Constituição consignou a fé na idoneidade das urnas eletrônicas como substituta devida da transparência? Recorde-se sempre, sempre e sempre, que no relatório do Exército consta que “não há certeza de que o código presente nas urnas é exatamente o que foi verificado”; não havendo certeza de que o "Código Fonte" que lhes foi entregue para análise é aquele que gerou o programa executável que estava lá dentro. Recorde-se ainda que o mesmo foi dito por Ramagem em comunicação a Bolsonaro, quando diretor da ABIN, conforme consta no “Relatório do Golpe” (Informação da Polícia Judiciária n° 3032257/2024, na página 26). Entenda-se que não é necessário provar fraude nas urnas e não estou acusando isso, mas, em face do direito à transparência, reputo como nula qualquer eleição cuja auditoria não seja permitida em sua plenitude. Vale, para tanto, ler as próprias palavras do Relatório e depois as de Ramagem, expostas a seguir: 1) Do relatório do exército: “a) foram autorizadas somente análises estáticas, ou seja, foi impossibilitada a execução dos códigos-fonte. fato que teve por consequência a não compreensão da sequência de execução de cada parte do sistema, bem como do funcionamento do sistema como um todo. O acesso ao código se deu pelos computadores do TSE. Cada equipamento tinha uma cópia do código-fonte. O TSE autorizou que os técnicos acessassem a Sala de Inspeção portando somente papel e caneta; b) não foi autorizado o acesso ao sistema de controle de versões do SEV, o que inviabilizou a comparação da versão compilada com a versão fiscalizada e, também, impossibilitou a aferição da correspondência entre os códigos-fonte. Isto quer dizer que não há certeza de que o código presente nas urnas é exatamente o que foi verificado; c) não foi concedido acesso às bibliotecas de software desenvolvidas por terceiros e referenciadas no código-fonte, limitando o entendimento do sistema inspecionado; e d) as restrições à fiscalização no ambiente de análise dificultaram a inspeção de um sistema complexo que possui mais de 17 milhões de linhas de código-fonte. Desta forma, tomando-se em conta as limitações supracitadas e em face da complexidade do sistema, a análise da equipe técnica ficou limitada à inspeção visual, restringindo muito a capacidade da EFASEV em identificar inconformidades de segurança.” 2) Da comunicação de Ramagem: “O sistema de segurança para as urnas apresenta sigilo de projeto e implementação, conhecido apenas por alguns servidores do TSE. Não proporciona devida apresentação e detalhamento de vulnerabilidades. Torna-se impossível auditar vulnerabilidade dos códigos-fonte, porque os testes proíbem a utilização de equipamentos e softwares dos próprios representantes e entidades autorizadas às verificações. Além disso, todo projeto ou estratégia de ataque às vulnerabilidades das urnas tem que ser aprovado pelo TSE. Seria como um contador, em tempo não razoável, empreender verificação de balanço de uma grande empresa, apenas utilizando lápis e papel, com estratégias limitadas.” O exemplo que Ramagem declara, embora realizado como analogia, foi dado em casamento completo com a realidade, diante do relatório do Exército, no qual está que “o TSE autorizou que os técnicos acessassem a Sala de Inspeção portando somente papel e caneta” e que “as restrições à fiscalização no ambiente de análise dificultaram a inspeção de um sistema complexo que possui mais de 17 milhões de linhas de código-fonte”. Para os que não sabem, o "Código-Fonte" é um arquivo de texto que é transformado em linguagem de máquina por um programa compilador, atribuindo-se a determinados comandos relações numéricas de 1 e 0, por isto denominando-se como sistema binário. O computador entende dois estados físicos, um que tem tensão elétrica mais baixa correspondente a 0 (zero), e outro com tensão elétrica mais alta correspondendo a 1 (um). O compilador é, portanto, um programa que faz a transformação das instruções em comandos binários designados por 0 e 1. Tomemos o seguinte exemplo: A instrução "a= a+1" pode se traduzir como: LOAD A (que significa “pegue A”) ADD 1 (que significa “some 1”) STORE A (que significa “guarde de volta”) No comando acima está que A será o valor a ser carregado e 1 o número que será acrescentado. Num processador hipotético e simplificado, que dispõe de instruções prontas (opcodes) poderíamos atribuir, por exemplo, os seguintes valores binários: LOAD A → 0001 1000 ADD 1 → 0010 0001 STORE A → 0011 1000. Logo, toda a sequência de instruções seria representada, em linguagem de máquina, como 000110000010000100111000. O "Código Fonte" é onde estão escritos todos esses comandos, como LOAD, ADD, etc., enquanto o programa compilador transforma esses comandos em zeros e 1, sendo o resultado dessa compilação o que será o programa executável feito a partir do Código-Fonte. Portanto, se o exército diz que não pôde saber se o "Código Fonte" entregue para sua análise correspondia ao programa que estava na urna, significa que não fez auditoria nenhuma, tinha um simples texto na mão sem poder atestar se programa gerado pela compilação deste código era igual à compilação que gerou o programa que estava nas urnas. Construiu-se neste país a mais estúpida e infame forma de imputação já vista ao criminalizar os que exercem o direito mais medular das democracias, vulnerando-a sob a forma de sua defesa que na verdade era defesa da obscuridade imposta por seus agentes judiciários, constituindo isto o elemento basilar do Golpe de Estado Judiciário ocorrido no Brasil. Porém, no fundo de tudo isso está o institucionalismo como sucedâneo da escolha pelos cidadãos, que, tal e qual já abordado aqui, antes, que remete ao pensamento utópico, sobre o qual passamos a discorrer. 2. O institucionalismo distópico atrás do conceito das urnas inauditáveis. Das utopias transcendentais à imanência material das distopias. O pensamento utópico, em sua gênese, sempre foi fruto de uma intuição fundamental daquele tempo principial, passando pelo descenso até desabar nas utopias modernas decaindo nas distopias. Ele é um resquício da Comunhão Santa, onde as imanências individuais se encontravam com a transcendência no divino. A ideia utópica reflete a comunhão perdida em tempos imemoriais, sempre voltando à humanidade este anelo de uma sociedade perfeita. O mito de Babel talvez seja o mais eloquente sobre a perda da aliança ontológica (expressão de Gusdorf), com Deus, onde todos os homens tinham participação na inteligência divina que estava em todas as coisas até a queda pela qual deixam de privar da emanação ontológica por meio do Verbo para fragmentar-se essa linguagem em diversas línguas decaídas. Mais do que um mito criacionista, a odisseia humana seria toda guiada pelo ressentimento dessa privação empreendendo o retorno de Adão a esse estado originário no qual a humanidade se encontraria consubstanciada pelo centro de todas as coisas, uma instância de consubstancialidade universal onde todo homem, como todo ser elevado a esse Estado, é consubstancial de toda a humanidade, de aí nascendo a ideia da comunidade Santa. La Ferriere dá o significado verdadeiro de Israel neste sentido, numa série de obras denominadas "Propósitos Psicológicos" dizendo "(...) o israelita é o verdadeiramente justo, mas entendido num sentido muito estrito. ISRAEL deve ser compreendido como “Homem Livre - Rei - Deus”; Israel é aquilo que escapa ao cativeiro da matéria. Além disso, isso não é inerente a uma única raça, visto que TODOS os Homens um dia se tornarão israelitas, mas no sentido que acabamos de explicar; caso contrário, isso seria impossível, já que uma raça não pode ser adquirida e, ao contrário, os povos tendem a se misturar. Como prova em apoio a essa ideia de que toda a Humanidade um dia será ISRAEL (uma Irmandade de Homens Livres, de Seres Perfeitos, de Reis, de governantes de seu Destino, de “ELE”, do Eu Universal, dos Sábios e Prudentes)". Essa mesma ideia comunal aparece, com diferenças, na concepção de Agostinho da Jerusalém Celeste, na obra "A cidade de Deus", uma Jerusalém escatológica, concernente ao fim dos tempos, onde a Jerusalém celestial descenderia, como um status soteriológico final, para que os salvados vivessem em comunhão com Deus e todos os Santos. Igualmente sucede com a utopia transcendental platônica, pela qual a polis viria a ser guiada pelos Prudentes, potencializando a contemplação do Bem como fonte de virtude e ordem, conduzindo à perfeição. Até aqui as utopias encontram um sentido imanentista que não é propriamente um descenso na matéria, mas um encontro de Deus em si mesmo que é imanência, e ao mesmo tempo transcendência. Ou seja, toda as matrizes metafísicas apontam que o indivíduo concentra em si o fundamento que vai encontrar para transcender a condição ordinária de percepção. Deus é o que temos de mais íntimo, algo que Tomás de Aquino dirá que é mais interior a nós do que nós mesmos e Platão situará, é claro, na alma, a ascenção dialética (por meio da filosofia) ao Bem in abstrato. Em Thomas More há uma disciplina pela qual o homem se educa para Deus, e o comando deriva do caráter, com um homem cultivado dentro de uma educação cristã para guiar a comunidade. Porém, mais adiante, a ideia da utopia começa a se deflacionar na medida em que se reduz à exterioridade do ser como paraíso terrestre. Wells, em "The Shape of Things to Come" aponta um elite racional e científica capaz de organizar o mundo — uma “tecnocracia benevolente”, assim como Alexander Bogdanov em "Red Star" traça uma utopia socialista em Marte, completamente baseada em ciência. Aliás, já se refletindo nas obras acima está a ciência como a nova redenção curativa humanidade que explode no romper do novecentos, quando a humanidade ocidental se encantou com suas realizações a levando a uma nova onda utópica pela qual se acreditava que ela traria a solução de todos os problemas. O cientismo nascente (a pretensão de que a ciência esgota toda a realidade) teve como emblema a Exposição Universal de Paris (1900), que é quase um rito de passagem da nova civilização onde a ciência se apresentou messianicamente como quem vai trazer a redenção horizontal. A ciència traria a solução de todos os problemas físicos e mentais, além da prosperidade. Como substituto secular da providência vem o prodígio da eletricidade, exercendo um fascínio miraculoso, e, ainda que distante quase um século antes, é impossível não lembrar da obra de Mary Shelley, associando a eletricidade à própria criação de vida. Uma confiança ingênua num mundo perfeito sem Deus aflora, na Belle Époque. As utopias surgidas no início do século XX giravam, portanto, em torno da ciência. No entanto, rapidamente elas rumaram da ideia de uma apoteose científica industriando a felicidade para um pessimismo distópico de sociedades totalitárias ou extratificadas em classes regidas pela ciência mediante elites que escolhiam o destino dos homens, como já aparecia em Wells. No mesmo embrião utópico benigno estava, pois, um gêmeo maligno, pois, sendo uma elite racional a comandar um homem reduzido à exterioridade física, ele passa a ser coisificado; as novas utopias negativas, ou distopias, partiram, pois, da mesma estrutura ingênua dos sonhos de prosperidade e concórdia, revelando-se o perigo de uma sociedade matematizada e confiada a elites despidas um norte moral; é a Era de Marx, onde não há verdades metafísicas e moralidade existente em si mesma, grassando o império do relativismo. A ideia de perfeição ocupa a cena como engenharia social no lugar de derivar de realizações transcendentais. A sociedade e perfeita passa obedecer a um modelo utilitário de homem socialmente valorado, sem lugar para os grandes contemplativos, sendo a ordem toda subordinada ao Estado. O homem se reduz a objeto deixando de ser o teatro do pensamento fundamental que encontra gozo em si mesmo e na contemplação do real além do mundo evidente. Logo, depositar nessa exterioridade perfeita a felicidade tem como consequência nefasta as distopias científicas pautadas por uma engenharia social. É aí que se fortalece a ideia de que sempre um elite planejará a sociedade, eliminando a democracia por haver seres mais preparados para escolher pelas pessoas. Surgem obras como a de Yevgeny Zamiátin — "Nós" (1921), e avde Huxley na obra "Admirável Mundo Novo" (1932), retratando regimes que são perfeições funcionais dos regimes de massa, de forma que os indivíduos vivem como peças de uma engrenagem social. Ayn Rand retrata em Anthem (Hino, 1938) uma sociedade futura onde o indivíduo desaparece, não há “eu”, mas apenas nós, a criatividade é crime, o que coincide com o homem-massa de Ortega y Gasset, aquele despido de eu, sem interioridade, que por essa razão se deixa absorver pela cosmovisão dotada coletivamente pelo Estado. O totalitarismo é um Estado de não–espírito coletivizado e é por isso que eu identifico a esquerda como coletivismo utópico. Tudo isso foi o prenúncio do grande desastre de 1940-1945 onde a técnica é usada para industrializar o extermínio, não sem ter como pares à altura os regimes comunistas, criadores do universo concentracionário com dezenas de milhões de mortos. As consequências cataclísmicas dessas ideias mergulharam no desengano a pretensão de uma redenção materialista. A humanidade se viu no espelho do Holocausto e foi obrigada a lidar com o universo totalitário da URSS, retratada em mais uma obra distópica, como é 1984, de George Orwell — "1984", universo hediondo que perdura até hoje por meio da China. Outra obra que explorou esse mundo sombrio de controle absoluto pelo Estado é "Laranja Mecânica", de Anthony Burgess, que versa sobre o direito do Estado de condicionar os indivíduos moralmente, por meio da submissão deles a uma programação de reflexos involuntários contra o que considera ser "o mal" no lugar da reflexão moral, suprimindo volições e pulsões, para torná-lo um servo do Estado. Uma animalização do homem, de forma que se o adestra na dimensão dos reflexos instintivos. Quando se julgava estarmos livres deste pesadelo, aparece-nos agora, novamente, mais uma ideia utópica de conjugação de toda a humanidade pelas redes sociais, e, em contrapartida, emerge o complexo mundial de censura. Neste contexto, o Brasil se transforma na vanguarda laboratorial do controle de informação e imposição das instituições como fim último da sociedade no lugar dos indivíduos. Valendo-se do déficit moral e intelectual de uma Suprema Corte, cria-se uma jurisaristocracia que atinge níveis ainda não experimentados pelo mundo transformando a judicialização em substituta da luta política. Ganham força aqueles que pensam novamente poder ter as rédeas das massas, e exemplo disso foi o que disse Mike Benz, ex-funcionário da Casa Branca no primeiro governo de Trump, ao comentar sobre o Brasil a respeito dos "programas SAP": "Eles estão em 140 países, e o esquema é totalmente financiado pelo governo dos EUA. Eu tenho todos os detalhes disso. Então, esses programas SAPs, que criam modelos e entregam canais obrigatórios de processamento, são basicamente o esquema em torno do qual o Estado Censor foi estruturado no Brasil. Ele entra um pouco mais tarde no jogo, mas é o resultado da semente plantada por esses programas SAP, criados principalmente para isso pelo diretor da CIA. O que os SAPs fazem é gerenciar um portfólio abrangente de todas as instituições de censura construídas em uma determinada região." Mais adiante, explica como isso foi profundamente implantado no Brasil, evidenciando que a Suprema Corte não teve autonomia nem mesmo para conceber as justificativas da censura e a metodologia de perseguição a Bolsonaro: "Acho curioso que o braço do DNC da CIA, com Hunter Biden no Conselho Constitutivo do Presidente, cria um novo instrumento batizado de D4D, Design for Democracy, e o D4D, em conjunto com o resto do grande guarda-chuva do SAP da censura, passa a trabalhar com o Juiz Censura Alexandre de Moraes, ou Voldemort naquele seu TSE, que é basicamente o órgão de gerenciamento eleitoral e censura da Suprema Corte dele. Esse é o cara que entrou em guerra com a Elon Musk. Eles ajudaram aquele tribunal de censura a criar uma força-tarefa de desinformação e suas próprias criaturas institucionais, previamente criadas, são colocados no Comitê de Consultoria da Censura no Brasil para orientar as políticas da mesma instituição que baniu o X do Brasil e apreendeu os bens da Starlink. Eles trabalharam com a Fundação Getúlio Vargas, a DAP e outras universidades brasileiras importantes. Eles criaram centros de desinformação e conseguiram que lideranças acadêmicas do Brasil publicassem artigos sobre a necessidade de aprovar leis antidesinformação. Tanto representantes oficiais quanto acadêmicos ligados ao partido testemunharam no Parlamento Brasileiro sobre a necessidade de aprovar leis de censura. Eles fizeram reuniões públicas com grupos de promotores brasileiros para empurrá-los a abrir processos contra a desinformação. Eles financiaram grupos de mídia brasileiros com milhões de dólares para que promovessem a censura na internet e a proibição de qualquer conteúdo pró-Bolsonaro nas mídias sociais ou em chats criptografados de ponta a ponta. E, então, investiram milhões de dólares na Internews para promover programas de alfabetização midiática, programas de integridade da informação e programas de desinformação no Brasil. Então, em todos os níveis, a Internews fez parcerias com a Globo, o maior meio de comunicação do Brasil, por exemplo, com as empresas de mídia, as universidades, lideranças de inteligência, políticos e juízes. Era um baralho completo, a mesma coisa que fazíamos quando tentamos mudar o regime de um país." E finalmente fala da linha inibitória do questionamento de eleições, proposto por estes órgãos como meta anestésica da população: "E foi isso que a SAP fez; essa Organização de Censura de Fachada da CIA e do Departamento de Estado. Eles desenvolveram uma estratégia que chamaram de EMS Election Management Bodies - que basicamente se concentra no sistema judicial de diferentes países, cujas eleições eles são chamados a fiscalizar, para FAZÊ-LOS CENSURAR O DIREITO DAS PESSOAS DE QUESTIONAR ESSAS ELEIÇÕES. Para isso, eles tiveram todas as reuniões com as partes interessadas." Logo, conseguimos enxergar, agora, perfeitamente, a correlação do Brasil atual com o plano tensional da nova utopia contraposta pela distopia. O sonho utópico foi remasterizado pela ideia da comunhão entre as pessoas no plano da interconexão, que por sua vez sofre o assalto distópico das forças de controle, não fazendo nada mais, nada menos, do que repetir a via extranguladora do entusiasmo utópico como germe da distopia, isto é, a elite que derroga o poder decisório apartando a democracia e ensinando, como no caso do Brasil, um direito inexistente de abolir a transparência em nome de uma exigência fideísta. A fé nas instituições é conclamada aparecendo como a nova vestimenta da elite totalitária, de modo a impor que não se questione eleições feitas mediante urnas não auditadas, votando a confiança cega na tecnocracia que funciona como apêndice desse novo estágio da moção distópica, que é o institucionalismo. Uma perfeita sobreposição aos tempos modernos da velha banda elitista das distopias científico-tecnocráticas. Aqui está, pois, o enredo que vai do utopismo distópico ao fideísmo das urnas eletrônicas brasileiras. Cidadãos do Brasil, despertem! Enzendam como lutar contra essa nova hidra. Não é preciso haver prova ou sequer indício de fraude para requerer a transparência, consignada pela auditabilidade, como direito constitucional garantido pelo art. 37 da Constituição. Não é preciso fazer acusações contra a autoridade pública para requerer este direito. É tão somente reivindicar firmemente esse direito de transparência e não se deixar engabelar pelo discurso diversionista do institucionalismo. Felix Soibelman
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